Pesquisar este blog

sábado, 3 de novembro de 2018

Egames: Dando um reboot nesse comportamento


Você já parou pra pensar quantas vezes acessa as redes sociais durante o dia? Quantas vezes checa suas mensagens? Vamos lá, tente chegar num número aproximado. Não faz ideia, não é? Um hábito que se instala silenciosamente e de forma desregrada, acaba tomando uma boa parte do nosso tempo. A cibercultura é uma indústria em plena ascensão e oferece uma infinidade de entretenimentos. Que o digam os jogadores de plantão. Quem nunca se pegou torcendo pra ganhar moedas de ouro! Risos! Os games atingem boa parte da população mundial, basta olhar pros lados e você vai concordar comigo! Isso, dentre outras coisas, significa que haverá cada vez mais usuários que poderão adoecer diante das possíveis dependências tecnológicas.
       Você sabe o que acontece com nosso cérebro quando estamos jogando? Estudos mostram um aspecto positivo dos jogos digitais, facilitam o aprendizado e o desenvolvimento de habilidades. É uma atividade formada por ações e decisões que resultam numa condição final. Ganhador ou perdedor! Existem as regras que fornecem desafios a fim de dificultar ou impedir o jogador de alcançar os objetivos estabelecidos. A dinâmica do jogo nessa realidade simulada pode ser  uma saída para aliviar a tensão e a ansiedade. As relações do mundo virtual são mais atrativas para esses do que as do mundo real. O fator reforço/recompensa indica ser o elemento que contribui para a natureza de dependência dos jogos, sustentando estruturas de recompensa imprevisível e variável. Sempre haverá mais uma fase! O jogador se supera, torce e vibra! As maiores questões encontradas em dependência de internet envolvem o uso não consciente e compulsivo dessa tecnologia, com pouca ou nenhuma percepção da passagem do tempo e das consequências negativas dessa distorção.
       Por atividade cognitiva temos um conjunto que reúne nossos pensamentos, memórias, imagens e emoções! E um dos pontos principais na Terapia Cognitiva Comportamental é que nossos pensamentos ativam emoções que irão determinar nossas ações. A psicoterapia irá auxiliar o paciente a trabalhar essa prática nos níveis da cognição, bem como no nível comportamental e emocional. O psicoterapeuta irá ajudar o paciente a compreender e reestruturar quais são os pensamentos que o levam a ficar tanto tempo com esses recursos tecnológicos.
       Através de técnicas é possível também, modificar o comportamento indesejado para uma melhor condição de vida, as vezes abandonar um comportamento nocivo, não é tão simples assim, por isso as técnicas junto a um trabalho colaborativo de paciente e psicoterapeuta, auxilia a pensar, identificar e reestruturar quais são os pensamentos que servem como gatilho e o levam a permanecer tanto tempo nas telas. Por outro lado o paciente é impelido a descobrir outras atividades prazerosas que não envolvam as tecnologias e jogos eletrônicos. Promover a auto-descoberta de novos padrões para guiar o paciente a perceber uma vida que seja mais prazerosa do que a  realidade simulada.



Participantes: Alessandra, Bárbara, Caroline, Karolyne Campos, Keila, Ivan, Naomi “B - NOITE”

Referência: Igor Lins Lemos; A terapia cognitivo-comportamental no tratamento das dependências tecnológicas. 

8 comentários:

  1. A tecnologia evolui a cada ano e com ela tbm vemos um aumento da dependência por parte dos usuários. Realmente os jogos para crianças, sem limites impostos, pode se tornar algo muito prejudicial.

    ResponderExcluir
  2. Milena- Nos dias de hoje e cada dia mais a tecnologia tem evoluido. Principalmente o termo "realidade virtual". Mas transtornos mentais devido a meios externos tambem tem evoluido e a necessidade de fuga tem aumentado, o que tem causado dependencia tecnologica. Temos os filhos da tecnologia, que serao os que tiverem transtornos, grandes misterios para nos. Como um filho da tecnologia, onde em todo jogo seu personagem revive, lida com a morte? É necessario, com toda certeza um limite da realidade virtual para que o real seja vivido.

    ResponderExcluir
  3. nós nos tornamos dependentes da tecnologia, assim nos causa varias formas de transtornos psiquicos, e acaba trazendo rastros para vida fora da telinha também.

    ResponderExcluir
  4. Viviane R. Leite- Assunto atualíssimo, parabéns a equipe! Bom para a conscientização de que existe um tratamento...

    ResponderExcluir
  5. Maricy Ketlyn de Souza:O meio tecnológico está ai e precisamos nos adaptar com ela a questão é vivemos só no virtual? Procuramos saber porque isso nos fascina?. Ai está a questão o mundo real é opressor a determinadas pessoas e em outras causa tensão e ansiedade. Com isso o meio virtual se torna cada dia uma fuga desses aspectos e situações que nos encontramos na vida real e assim nos tornemos dependentes desta vida virtual. Para sair desse “virtual”, para se focar somente ao real é complexo e não tão simples, por isso, identificar oque me prende nesse mundo virtual tem que ter uma visão ampla sobre a situação e as vezes não consigo sozinho, por isso tem que ser levado em conta que essa realidade virtual está se tornando cada vez mais forte nos distanciando do real, proporcionando distorções e levando a agir de uma forma diferente do que agiríamos. Portanto, a tecnologia é importante temos que nos adaptar a ela e a usá-la mais saber diferenciar o que é meu e o que é do virtual, se apropriando das minhas tensões e ansiedades e tratá-las e nas apenas fugir delas direcionando-as para o meio virtual.

    ResponderExcluir
  6. A psicoterapia se faz necessária...
    Pois força de vontade não funciona!

    ResponderExcluir
  7. Estamos em uma era onde o mais distante se tornou o mais proximo! Vamos mudar isso.
    Parabens a equipe.
    Luciane Dhein

    ResponderExcluir
  8. é importante saber dosar e a tecnologia vem para ajudar, mas se em excesso pode atrapalhar muito.
    Alexsandra Rehbein UTP MANHA

    ResponderExcluir